Algumas sugestões e dicas bacanudas desses colunistas especiais em filmes, livros, exposições e videos no YouTube. Já fez uma lista com as suas recomendações preferidas? Tem bastante coisa, hein?

Camila Felberg – Assisti um filme baseado em uma história real, na Netflix, chamado “Above Suspicion” (em português “Crime e Desejo”) com atuação magistral da Emilia Clarke e Jack Huston. Vale a pena!

Após assistir documentário Elize Matsunaga estou amando assistir os vídeos da Dra Ana Beatriz Barbosa e Silva psiquiatra, recomendo fortemente esse falando sobre relacionamento tóxico para todos os seres humanos.

Por fim, recomendo uma sapeada na iniciativa maravilhosa e super sustentável com peças selecionadas a dedo no MyFashionTherapyStore.com.

Deva Heberlê – Falar do luto sempre foi e ainda é algo que poucas pessoas conseguem. Escrever sobre o luto é, ao mesmo tempo, uma espécie de autoterapia e também um exercício doído.

Aprendi que é preferível que doa e escrever, do que não querer mais mexer na dor do luto com a ilusão de que assim ela esqueça um pouco de fazer o que mais gosta: fazer sangrar a alma do enlutado.

Então, comecei a tomar coragem para ler sobre luto. Não o luto religioso. O luto real, de quem na hora da dor pensa: não é justo. De quem brada: por que comigo? De quem esbraveja: que Deus é esse que permite seja amputado de mim minhas entranhas, meu coração, meu motivo de viver?

Encontrei um pouco do que penso sobre a dor da perda ao ler “Notas sobre o luto”, de Chimamanda Nhozi Adichie, a escritora nigeriana que roubou minha atenção com o livro “Para educar crianças feministas” e, agora, fala da dor do luto por seu pai, que morreu há um ano, na pandemia – o que a impediu de uma despedida.

Mas não pense que ela faz um relato de dor o tempo todo. É um relato de vida, de amor, do amor entre uma filha é um pai. Recomendo a leitura. Ao contrário do que se possa imaginar, é reconfortant

“Um longe perto”, do jornalista Marcelo Lins, te leva a uma incrível viagem por diversos países por onde ele passou e trabalhou ou simplesmente decidiu tirar alguns dias de férias.

As lembranças de Lins conduzem o leitor a um passeio no Vietnã, na Rússia ou na Bósnia e, num estalar de dedos, o leitor se dá conta que o autor tem razão: uma fruta no café da manhã em um país qualquer pode levar a gente a memórias da infância.

Vale a pena conferir o livro de Marcelo Lins, seja pela previsão de detalhes históricos que certamente são preciosos e nunca estarão em livros convencionais de história . A linguagem jornalística de Lins é, sem dúvida, a melhor aliada a uma leitura gostosa.

Ana Rodrigues – A exposição “Estado Bruto” no MAM- RJ, uma mostra que reúne esculturas do acervo do próprio museu de diferentes períodos e autores. Gosto muito de ver dentro de um mesmo espaço trabalhos tão distintos que nascem de processos tão particulares e tem vozes próprias.

São 125 trabalhos, que incluem nomes como Nelson Leiner, Maria Martins, Antonio Bokel, Rosana Ricalde, Cildo Meireles, Lygia Clark e Márcia X, separados em núcleos que facilitam uma visão tanto individual como do grupo. A curadoria de Beatriz Lemos, Kenya Eleison e Pablo Lafuente optou por peças que não são muito apresentadas trazendo a possibilidade de pensar sobre os modos de compartilhamento e esquecimento do patrimônio.

PS: o MAM adotou a bilheteria sugerida o que pra mim é um passo a tornar a arte mais acessível. O valor sugerido é de R$ 20 cada um contribui com o que pode.

Paula Mazzoli – Justine Bateman, inconformada como nós. A atriz americana do antigo seriado “Family Ties”, pretty teen da década de 1980, escreveu o livro “Face” onde questiona a raiz do nosso medo de envelhecer.

Explícita sobre as agruras de manter a sanidade física e emocional numa Hollywood que ainda cultua o jovem, revela porque nunca se deixou influenciar pela pressão rejuvenescedora de uma indústria que muitas vezes destrói a auto estima dos seus atores.

E o favor que a matéria “Justine Bateman Looks Old” lhe fez, ao despertá-la para a militância em prol do direito e orgulho feminino de poder envelhecer como bem quiser. Outra maravilhosa “inconformada” com os equívocos que costumamos e crescemos vendo por aí…

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