Recentemente, fui surpreendida com essa pergunta: “Qual o seu sonho?”. E confesso que não soube responder. Explico: passei por tanta turbulência nesses últimos anos que preferi me segurar com força no presente. Assim, juro para você que eu não faço a menor ideia de como será minha vida daqui a uns 10 anos.

Os coaches piram, certo? Mas, por um escudo, desenvolvi uma capacidade de não colocar expectativa para o futuro. Tenho meus projetos imediatos e os mediatos e, através deles, vou me organizando. E não, não me sinto em nada culpada por isso.

Na verdade, eu queria a minha vida de volta. A minha rotina, as minhas viagens. Ok, tudo mudou e eu precisei ajustar a rota, então, me organizo, mas não foco exclusivamente no futuro, vou aproveitando e me divertindo durante essa jornada.

Aprendi a tomar decisões sem ficar décadas pensando sobre os prós e contras e estou mais impulsiva. O que não quer dizer que amanhã possa tudo virar de cabeça para baixo novamente e meu pensamento mude.

Esse ano escolhi um dia de cada vez. O amanhã está lá no lugar dele na linha do tempo. Nesse momento, não me interessa pensar nele e em nada além do que nos próximos meses. Talvez Freud consiga me entender, talvez às vezes nem eu mesma me entenda. Quem consegue estar 100 por cento focado a essa altura do campeonato?

Então, para quem me fez a pergunta inicial, eu prefiro responder o seguinte: o meu sonho é que eu chegue com serenidade até o final dessa semana. Que no trabalho tudo continue caminhando sem fortes emoções e que todas as pessoas que eu amo (me incluindo) continuem com saúde e em segurança.

Um beijo e até a próxima.

0 Shares:
1 comentário
  1. Adorei a parte “os coachs piram”, rs. Tenho muitos implicância com tanta insistência em fazermos planejamento pra tudo. Maioria segue outro rumo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar:
cancer de ovario descoberta inconformidades
Saiba Mais

Uma forma de prevenir o câncer de ovário, esse inimigo letal e silencioso

O cancer de ovario é um dos mais traiçoeiros por sua alta letalidade: 70 a 80% das vezes em que é diagnosticado, já está em fase avançada. Uma orientação divulgada no início deste ano pode literalmente salvar a vida de muitas mulheres. A recomendação é simples: todas as mulheres deveriam considerar a remoção das suas tubas uterinas (antigamente chamadas de trompas de Falópio) depois de já não desejarem mais ter filhos, para prevenir o cancer mais temido da ginecologia: o dos ovários.
Saiba Mais

Muito prazer, Renata Rea

Minha história profissional é como um romance: mudei algumas vezes de rumo, larguei tudo para trás e vou contar um pouco para vocês.